Era um belo dia de chuva, como fora a semana inteira. Ela estava lá fora, olhando os pingos caírem. Decidiu mover-se até o carro de seu pai. Sentou no banco do motorista e encostou a cabeça no volante. Amanhã, era o dia. Ela completaria os seus tão sonhados 18 anos. Estava feliz, afinal esperava por isso há muito tempo. Mas de repente, bateu-lhe uma tristeza. Uma agonia por saber que agora, ela tinha que seguir o que planejou. Ser verdadeira, ser ela mesma, sair de casa ou ser expulsa. Enfrentar os seus medos, tomar decisões e encarar de frente os olhos arredios das pessoas que a rodeavam. Ela iria sofrer, esse era seu destino. Sabia que era algo permanente, mas não queria deixar de sentir. Queria ser livre, e como queria.
Ficou presa em seu mundo interior, totalmente vulnerável. Perguntava-se ‘O que estou fazendo aqui? Qual é a minha missão?’ Olhava para o céu, e percebia o quão fantástico era todo o seu colorido. Sentia-se como uma nuvem branca, apagada, sem saber pra onde a Terra a levaria. Queria mover-se, correr, fugir, mas o cinto lhe prendia, assim como sua interminável insegurança.

Não quero saber pra onde correrá mas quero que saiba que sempre estarei ao teu lado, mesmo correndo.
ResponderExcluirÉ interessante isto de completar dezoito anos. Temos uma ânsia imensa por esta data que significa "liberdade", porém, quando nos deparamos que a liberdade exige muita responsabilidade, a ansiedade de completar dezoito torna-se mais assustadora do que atrativa.
ResponderExcluirParabéns pelo blogue, já estou seguindo. E espero que prossiga escrevendo. Gostei do que li.
Sempre quis completar dezoito anos. Depois que fiz, percebi que não mudei muita coisa, pois essas mudanças vieram com o tempo e com bem mais de dez0ito anos.
ResponderExcluirDepois passa lá:
http://thebigdogtales.blogspot.com/2012/01/lobisomens-persas-origem-3-parte.html