sábado, 3 de maio de 2014

Os limites da criatividade.


       A criatividade é a grande sacada do mundo da publicidade e propaganda atual.  Anúncios “mornos” ou comuns demais passam a não fazer mais o efeito esperado há muito tempo nos consumidores.
       Não vou entrar na questão de que somos manipulados, consumidores passivos e compulsivos, porque já é bastante clichê. Mas o que quero abordar aqui é: até que ponto essa criatividade anunciada pode ser positiva e negativa em nossa vida?
       Muitas vezes, compramos um produto não porque precisamos ou queremos, mas pela forma como ele nos é apresentado. É aquilo que nos encanta e, de maneira errônea, somos ludibriados. Como se voltássemos a deixar-nos reger pelos nossos instintos e assim, saciar nosso impulso/vontade de ter aquilo que é “bonito” aos olhos.  Às vezes podemos adquirir o produto apenas a troco de reconhecimento, como se por possuirmos aquela mercadoria chamativa possamos ter um status maior que os demais.
      Mas em contrapartida, como seria se essa criatividade não fosse explorada? Porque ao mesmo tempo em que ela é utilizada para nos incentivar a consumir, é utilizada também para beneficiar as empresas estabelecendo uma ordem, nesse caso ou até mesmo em pesquisas peculiares que podem desencadear descobertas inovadoras para a humanidade, em outros casos.
     Então, a criatividade fez-se necessária ao longo do tempo. É claro, devemos colocar numa balança os prós e contras, mas acredito que hoje, tenho uma visão mais positiva do que negativa, acerca deste tema. A criatividade surgiu no momento certo, quando tinha que surgir, e sim, produziu progressos.
     Contudo, ainda é extremamente importante que sejamos conscientes e flexíveis ao considerar algo criativo. Não podemos nos deixar enganar somente pelo que os olhos veem. Acredito que a criatividade está bem além disso. E no mesmo contexto, podemos ser criativos ao escolhermos o que comprar, o que consumir, ao analisar uma propaganda e etc.
     Portanto, celebremos a criatividade de maneira saudável, afinal, todos nós precisamos dela.

5 comentários:

  1. Olá, como vai?
    Eu gosto demais da criatividade e acho interessante a forma como ela é explorada nos comerciais. Há alguns fantásticos e outros, deploráveis e dispensáveis, kkk. Porém é preciso sempre manter esse distanciamento entre criatividade e produto, a criatividade não pode ser um fio condutor para preencher compulsões de aquisição desnecessária. Um abraço!

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  2. A criatividade é sempre bem-vinda, o que não podemos é nos deixar levar por nossos impulsos, é preciso perceber o que é ou não necessário, coisa que venhamos e convenhamos é meio complicada num mundo onde a gente vive cercado de publicidade e informação/desinformação 24h, e tudo se apresenta como necessário! É realmente preciso parar pra pensar, coisa que tá cada vez ficando mais rara... "parar pra pensar". Tem nada não. um dia a gente aprende.

    Beijão, B.

    eraoutravezamor.blogspot.com
    semprovas.blogspot.com

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  3. Todo avanço humano pode ser usado para o "bem ou para o mal". A criatividade é um desses avanços. A mesma criatividade que nos dá as artes que nos impressionam, também é usado para nos vender produtos. Não que vender produtos seja "algo mal". De forma alguma. Não creio, como você bem diz no texto, ser esse o âmago da questão. Se trata mais do discernimento, ou da falta dele, por parte das pessoas.
    -Distante do Sol-

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  4. A publicidade tem como sua função nos manipular, nos incentivar a seguir o que foi ali exposto. A criatividade da apresentação é fator fundamental para que aceitemos ou nos deixemos levar por isso. Acho que é preciso apenas quem a criatividade exerça dentro dos limites do que é oferecido, sem disseminar falsas impressões, serviços ou funcionalidades de algo. Existem muitas bem sacadas, que exploram com verdade o produto. Isso em si me faz comprar. Me convence, mas porque realmente quero aquilo. No final das contas mesmo, o poder de compra é o nosso. Então, devemos observar bem o que estamos aceitando nessas publicidades tão bem criativas.

    Beijo B.

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  5. Trabalhei em uma empresa, que tinha um bom produto, que não fazia propagandas na TV, apenas em banners e rádio.
    Eu acho que a propaganda de vídeo, mesmo que seja na internet, faz efeito, o que vai ao encontro da tuas palavras. Um marketing bem feito com produto mediano muitas vezes tem mais efeito que um marketing de má qualidade de um bom produto. O produto se sustentar no mercado é outra história, mas o marketing vende sim, e como vende.

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