sábado, 14 de setembro de 2013

Julgamentos à parte.



    Definitivamente, o ato de julgar não é nada vantajoso.  Emitir um julgamento a alguém (neste caso, falarei particularmente das pessoas), sem conhecer ou saber o que se passa dentro de seu interior, é de uma superficialidade tremenda.
    Tarefa difícil essa, para nós humanos, errantes que somos. Nós que estereotipamos e rotulamos a todo o momento. Ainda mais em uma sociedade que está afundando em valores “desconhecidos”, como a nossa.
    Desde que comecei a estudar Psicologia, precisei conviver um pouco mais com a tal da empatia. O que é complicado, porque, atualmente, somos extremamente individualistas. Na contemporaneidade é o individualismo que reina.
    Contudo, comecei a ver o outro de uma forma mais singular. E com o passar do tempo, tentei transformar (embora eu tenha conseguido poucos avanços) o meu olhar de julgamento em mero coadjuvante. É preciso exercitar maneiras de descobrir a história de um indivíduo antes de aponta-lo segundo a “moral da sociedade”.
    A verdade é que tudo tem um motivo. Qualquer característica que esteja cravada em sua personalidade, seja ela boa ou ruim, não aconteceu por acaso. Nós somos constituídos por uma história, a qual segue nos moldando, até o último dia de nossas vidas.
    Portanto, meu caro, procure não julgar, antes de saber o que está por trás daquele ato/palavra/sentimento. Há muito mais do que os seus olhos podem ver, há muito mais do que a sua percepção pode admitir.
                        
                                  “Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”. 

6 comentários:

  1. Ótimo texto! Se me permite fazer uma indicação, assista o filme "Después de Lucia" Tem legenda em português. Se te conheço como penso, você vai ficar tão incomodada como eu.

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  2. Excelente texto, muitos usa o martelo implacável como juiz sem dar oportunidade de defesa, sabendo que a presunção da inocência é um dos princípios jurídico. Boa semana.

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  3. Acho que todos nós já cometemos este "crime".
    A diferença está no amadurecimento das ideias.
    Não queremos ser julgados, logo, não devemos julgar.
    Brilhantes palavras, B.

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  4. Acho difícil não julgarmos, seja pela atitude ou pela aparência. O problema é que nos colocamos no lugar do outro sem saber o que realmente se passa.

    Muito bom seu blog
    bjs
    http://bomdiaparanoia.blogspot.com.br/

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  5. Todos nós em algum momento tivemos preconceitos. Mas acredito que julgamento é algo bem diferente. Entendo por julgamento ir até a pessoa e apontá-la, prejudicando-a ou beneficiando-a em prol do MEU julgar. E isto é ridículo mesmo. É muito fácil falarmos, por exemplo, de aumento da maioridade penal, sentados, assistindo Datena, no conforto de nossos sofás. Conhecemos (como bem citaste) a história e o papel que a sociedade e o governo desempenharam nas periferias brasileiras? Conhecemos o sistema carcerário? Melhor que conhecer a história individual, ainda, é conhecer o contexto geral. Ponto pra vc, B. De novo! Abraços do amigo Diego.

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  6. Não enxergo o individualismo como um problema, pelo contrário, é uma ótima forma de respeitar o outro individuo, relativizando cada comportamento. O individualismo, surgido no Renascimento (século XIV), é a filosofia oposta ao coletivismo da idade média, que colocava cada pessoa num grupo: nobreza, clero ou camponês. Antes de ser quem você era, você deveria ser o que o grupo era. As pessoas eram apenas parte de um todo, não o todo em partes. Então, por isso, o individualismo é ótimo pra mim.

    O grande problema seria o egoismo, um individualismo disfarçado, vindo de alguém que não se importa com os sentimentos alheios. Esses são os julgadores, os que se sentem o umbigo do mundo, o centro referencial comportamental, o parâmetro da existência.

    Obs.: fiz um blogue novo (sismograffia.blogspot.com.br), sou o namorado da Jéssica Simões (do Arquivos Utópicos). Tô te seguindo.

    Beijo!

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